segunda-feira, abril 27, 2009

S. Nuno



Vaticano, 26 de Abril de 2009. D. Nuno Álvares Pereira foi proclamado Santo pelo Papa Bento XVI que elogiou a sua generosidade e o considerou um exemplo para a sociedade actual.

Como portugueses a canonização de um insigne lusitano deixa-nos satisfeitos. Mas são sobretudo os católicos que mais sentem esse orgulho legítimo.

Na verdade D. Nuno foi o brilhante comandante das nossas tropas que venceram os castelhanos em Aljubarrota em 1385. Foi um nobre, um estratega militar, um religioso, um beato e, agora, um santo.

Se por um lado, o que mais me impressiona na história do Condestável é o facto de ele ter sido uma pessoa poderosíssima, talvez até o homem mais rico do Portugal de então e que, em determinada altura, voltou as costas a todas as honrarias e riquezas para se tornar um carmelita, por outro, não posso deixar de me admirar com o motivo que foi preponderante para que o Vaticano o viesse a canonizar.

E essa razão teve a ver com uma mulher de 61 anos que estrugia um petisco ao lume quando uns salpicos de óleo lhe queimaram gravemente um olho. Perante tamanhos tormentos, a mulher valeu-se de tudo o que tinha a mão, os remédios prescritos pelos médicos e, fundamentalmente, a sua fé no beato Nuno Álvares Pereira a quem rezou com fervor. E não é que ficou curada?

Os relatórios médicos confirmaram que a ciência não tinha explicação para o caso. A cura da córnea do olho foi de tal modo inesperada que o próprio Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, chegou a considerar que não fazia ideia se o milagre se devia ao resultado dos medicamentos ou à vontade divina.

De qualquer forma, temos a partir de agora mais um santo português, o oitavo desde a fundação da nacionalidade - S. Nuno Álvares Pereira ou o “forte Dom Nuno”, como lhe chamou Camões.



1 comentário:

provocador disse...

Não sei se a generosidade se pega como esta gripe suína que anda por aí. É que se for assim, ainda teremos o homem mais rico de Portugal – Américo Amorim – a desfazer-se das suas imensas riquezas e a entrar para uma ordem religiosa. Quem sabe se, daqui a uns anos, não teremos mais um santo?