quinta-feira, junho 17, 2010

Tabuadas? … Sim!

Na crónica de ontem falávamos de música e do seu ensino. Hoje volto ao tema do ensino mas da matemática. E, em concreto, refiro-me ao ensino/aprendizagem das contas, da tabuada, enfim.


Aviso prévio. Não, não estou a dirigir esta crónica a alguém em especial. NÃO, juro que não estou!


O problema é que, hoje em dia, quase ninguém sabe as tabuadas. Dir-me-ão, e para que é que serve saber quantos são 9x7 ou 8x8 quando as calculadoras o fazem muito mais rapidamente e sem que tenhamos que desenvolver qualquer esforço mental.


Pois eu acho que saber as tabuadas faz toda a diferença. Na minha opinião, a memorização daquela lengalenga dos 2x2=4 (e por aí adiante), a disciplina e a própria estrutura do estudo agiliza o raciocínio matemático dos jovens. Por outro lado, e não menos importante, indicia que estudar e aprender exige esforço, dedicação e persistência, coisas que estão na base das nossas vidas e que poderão levar-nos a um sucesso futuro. A noção de facilitismo e de falta de rigor no ensino da matemática (e de outras disciplinas) foram sendo transmitidas a sucessivas gerações e deram o resultado que está à vista.


Ainda há pouco tempo li um artigo do Professor Medina Carreira que dizia, nomeadamente, “… eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar « 6 x 3 = 18 », contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!”


Pois se por cá se considera que aprender as tabuadas, as do um, do dois, do três … e a dos dez parecem já não fazer sentido, na Índia, os estudantes são obrigados a saber de cor as tabuadas até aos 19. Por acaso já imaginaram ter que responder de imediato e sem calculadora quantos são 19x17?

1 comentário:

provocador disse...

19x17? Essa é fácil, são …(uhm…). É só fazer a conta!!!!!!!!!!!!!